O Tribunal do Júri Popular da Comarca de Mossoró realiza nesta quarta-feira (7) o julgamento do agricultor Antônio de Sousa Oliveira, de 58 anos, conhecido como “Antônio Pernambucano”. Ele é acusado de matar Dirlene Caetano dos Santos e tentar matar o marido dela, Francisco Arizomar Vieira da Silva, durante um ataque ocorrido em dezembro de 2019, no Assentamento Campestre, na zona rural de Governador Dix-Sept Rosado, no Oeste do Rio Grande do Norte.
Segundo a acusação apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), o crime aconteceu por volta das 20h do dia 22 de dezembro de 2019. Antônio teria utilizado uma arma branca para cortar o pescoço de Dirlene e, em seguida, tentado fazer o mesmo com Francisco, que sobreviveu ao ataque. A dinâmica dos crimes é relatada pelo próprio Francisco, marido da vítima fatal e uma das principais testemunhas do processo.
A sessão está prevista para começar às 9h, no Fórum Municipal Desembargador Silveira Martins, em Mossoró, sob a presidência do juiz José Ronivon Beija-Min de Lima. A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Italo Moreira Martins, enquanto a defesa do réu ficará sob responsabilidade da advogada Melina Valença Maciel Paes Barreto. O caso foi investigado pelo delegado Rafael Gomes Arraes de Alencar.
Antônio Pernambucano, natural de Surubim (PE), foi preso no estado da Paraíba em 2025 e posteriormente transferido para o sistema prisional do Rio Grande do Norte. Atualmente, ele está recolhido na Central de Recebimento e Triagem de Parnamirim. Durante o julgamento, serão ouvidas testemunhas, incluindo Francisco Arizomar, e, posteriormente, o réu será interrogado pelo juiz, Ministério Público e defesa.
Ao final da fase de depoimentos, acusação e defesa terão até 90 minutos cada para apresentar seus argumentos aos jurados. Depois dos debates, os sete integrantes do Conselho de Sentença se reunirão em sala reservada para decidir pela condenação ou absolvição do acusado. Caso seja condenado, caberá ao juiz definir a pena e realizar a leitura da sentença em plenário. Mossoró Patrulha